Danço, logo existo...e sou feliz!

Danço, logo existo...e sou feliz!



"Quem dança é mais feliz." É clichê, mas podem apostar: é verdade! E a fim de consagrar esse sentimento de intensa felicidade, a dança vem promovendo algo de muito especial, fazendo a diferença na vida de muitas pessoas: a inclusão social. 
Inegavelmente, a cada dia mais, a dança é procurada não só como uma atividade física, mas como agente de integração de algumas pessoas à sociedade. Todas as faixas etárias, biotipos, classes sociais se reúnem no mesmo ambiente, a fim de buscar na dança também uma terapia. 
Há tempos, a Ciência já provou que alguns passinhos pra lá e outros pra cá causam a sensação de bem estar através dos hormônios endorfina, dopomina e serotonina, que nos levam à sensação de felicidade e prazer. E como todas as coisas da vida que nos elevam a alma, a autoestima e contribuem para nosso sorriso, a dança tem o poder de nos estimular a buscá-la mais e mais.
Dançar é libertar-se, é vencer medos e desafios, transpor seus próprios limites, é tomar consciência de cada passo, sendo levado pela emoção. Dançar é descobrir-se e redescobrir-se.
Ser um cidadão incluído quando se tem alguma limitação física é ser aceito, é estar inserido, fazer parte de um todo. É sentir-se igual. É ser capaz de estar ali, vivenciando aquele sonho junto aos demais, é receber os mesmos aplausos, as mesmas broncas dadas pelo professor, é se sentir motivado a melhor a cada aula, é ter alguém que aposta, que acredita em você, e naquilo que você pode dar de melhor. A inclusão proporcionada pela dança, sem dúvidas, pode oferecer todo um desenvolvimento significativo na vida desses alunos.


Quando a dança alcança esse papel, a figura do professor ganha novos horizontes. Ele assume uma responsabilidade ímpar no processo que irá desenvolver/aumentar a autoestima desse aluno. Será ele o condutor de sonhos e de uma realidade que poderá ser alcançada, através de muitos estímulos e amor. Será ele a receber as primeiras respostas, e celebrar lado a lado a cada conquista. 
Em um mundo ainda tão cheio de pré-conceitos, a dança pode e deve ter o poder de agregar, unir, juntar, misturar. 
Cadeirantes, deficientes visuais, auditivos, autistas, portadores de Síndrome de Down, entre tantos outros... Absolutamente TODOS têm o direito de manifestar-se artisticamente, de expressar-se através de movimentos e desta maneira, lograr mais um degrau na sociedade.
Entrega, cuidado, troca...inspiração, suavidade, vitórias!... O caminho pode não ser o mais fácil para professor X aluno, mas poderá ser aquilo que chamamos por divisor de água na vida de ambos.



Giselle Coutinho Ferreira, bacharel em Jornalismo, pela Universidade Castelo Branco no ano de 2002 (Rio de Janeiro/ RJ). Funcionária pública, tendo atuado como professora do primeiro segmento do ensino fundamental da Rede Municipal do Rio de Janeiro, desde o ano de 2010 até o presente momento. Formada, em nível 1, pelo CAPDC (Curso de Aperfeiçamento em Danças Ciganas), realizado pela Oriente-se Instituto de Arte e Cultura (Nova Iguaçu/ RJ).
Participação no workshop em que estudou-se Tsifteteli Oriental e em cima do copo, tendo como professora Eleni Symban Hellen (bailarina, coreógrafa e vice-presidente da seção do Conselho Internacional de Dança, em Campinas (SP).
Em 2018, iniciou como colunista do site elenisymban.eu .  


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